Este ácaro alimenta-se de gomos, rebentações jovens e folhas, onde vive preferencialmente na página inferior, sugando o conteúdo das células epidérmicas; na Primavera, provoca atrasos na rebentação criando pâmpanos emangericados, a destruição de gomos que não abrolham e mesmo aborto de algumas flores; as folhas ganham umas pontuações claras e translúcidas no limbo, enrolam para a página inferior e adquirem um tom bronzeado, chegando a cair. Os ataques sucedem-se em gerações até ao fim do Verão, princípio do Outono. Alguns sintomas podem ser confundidos com os do vírus do nó-curto, da eutipiose, da carência de boro ou simplesmente por baixas temperaturas no início da rebentação.

Os estragos provocados por este ácaro podem ser avultados, quer pela perda de produção quer pela menor longevidade que confere às videiras enfraquecendo-as gradualmente de ano para ano; geralmente os estragos são mais graves nas vinhas mais jovens, mas nas adultas, a menor capacidade fotossintética das folhas também se reflecte em termos de menores ganhos em açúcares e de reservas.

O tratamento contra esta praga será de preconizar nas vinhas que nos anos anteriores tenham apresentado sintomas com certa gravidade; neste caso é recomendável efectuar um tratamento de Inverno, no estado A-B, usando um óleo de Verão e molhando bem os gomos.

Durante o ciclo vegetativo, após o aparecimento dos sintomas, e nos casos mais graves, será necessário usar um acaricida específico. O uso do enxofre é todavia um meio eficaz de limitar o aparecimento desta praga.

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